Tuesday, January 24, 2006
Ontem à noite, uma adolescente
M1 (do corredor) - Mãe, temos cá a Carta Universal dos Direitos do Homem?
Eu (da despensa) - Temos. Ou está no teu quarto ou no quarto da tua irmã. Procura.
M1 (dum quarto) - Não encontro!
Eu (do fogão) - É um livro pequenino de lombada branca. Do tamanho da constituição mas mais fininho.Procura como deve ser.
M1 (à porta da cozinha, de livro na mão) – Os direitos do homem são menos que as obrigações de cidadão. Logo vi…
Eu (da despensa) - Temos. Ou está no teu quarto ou no quarto da tua irmã. Procura.
M1 (dum quarto) - Não encontro!
Eu (do fogão) - É um livro pequenino de lombada branca. Do tamanho da constituição mas mais fininho.Procura como deve ser.
M1 (à porta da cozinha, de livro na mão) – Os direitos do homem são menos que as obrigações de cidadão. Logo vi…
Monday, January 23, 2006
Tive razões de estado para não ter escrito antes
O meu estado de cansaço foi a principal.
Falhei o clássico post do primeiro aniversário deste blog mas pensei nisso. Fui lá abaixo ver quem era e o que queria em Dez de 2005. Também falhei o post do meu dia de anos mas lá voltarei.
Do que evolui entre Dez de 2005 e Jan de 2006:
Constipei-me até ao fundo mais ou menos na mesma altura do ano mas percebi agora que já não vale a pena tentar ficar mais gira cortando o cabelo à la Beatriz Batarda. Eu sou eu e a BB é a BB. E eu fiz 43 anos.
Compreendi que a Natureza é mãe, e ensina-nos que o re-equilibrio é possível embora nada volte a ser como dantes.
Conclui com a maior das caganças que o amor é a força que muda tudo. E há três: o amor pelos filhos, o mais misterioso de todos. O amor pelos ideais, inebriante. E o amor por outra pessoa, que só tem lugar uma vez, verdadeiramente.
Verifiquei que o país continua a acreditar mais nos jornais do que nos cientistas e que os cientistas bons continuam a procurar melhor vida profissional fora de Portugal. Ou seja continuamos na linha dos país perigosos.
De há um ano a esta parte o meu blog não conquistou muitos visitantes, nem fiz parte dos mais in nem nada. Se fosse útil procurar razões, todas as desculpas seriam possíveis desde o layout - que é muito importante neste ambiente - até ao conteúdo.Existem blogs de conteúdo blerrrrgghh com layouts lindíssimos.Vou a alguns blogs com frequência mas só deixo comments num pequeno grupo deles. Se espalhasse comments em todas as direcções recebia mais visitantes. Mas quem quer que as coisas se façam assim? E quem, por outro lado, acha que se pode desperdiçar tempo de vida não o fazendo?
Ainda a tempo, reformulei as resoluções de ano novo:
- completar a queirosiana ou morrer tentando
- poupar-me às recaídas de ir ver os blogs que odeio. Volto sempre, por via de links, não sei porquê!!!, se a conclusão é sempre a mesma – não gosto daquelas pessoas egoístas e narcisistas, burras, selfcentred.
- não ler o vidadecasado a beber café ao mesmo tempo
Falhei o clássico post do primeiro aniversário deste blog mas pensei nisso. Fui lá abaixo ver quem era e o que queria em Dez de 2005. Também falhei o post do meu dia de anos mas lá voltarei.
Do que evolui entre Dez de 2005 e Jan de 2006:
Constipei-me até ao fundo mais ou menos na mesma altura do ano mas percebi agora que já não vale a pena tentar ficar mais gira cortando o cabelo à la Beatriz Batarda. Eu sou eu e a BB é a BB. E eu fiz 43 anos.
Compreendi que a Natureza é mãe, e ensina-nos que o re-equilibrio é possível embora nada volte a ser como dantes.
Conclui com a maior das caganças que o amor é a força que muda tudo. E há três: o amor pelos filhos, o mais misterioso de todos. O amor pelos ideais, inebriante. E o amor por outra pessoa, que só tem lugar uma vez, verdadeiramente.
Verifiquei que o país continua a acreditar mais nos jornais do que nos cientistas e que os cientistas bons continuam a procurar melhor vida profissional fora de Portugal. Ou seja continuamos na linha dos país perigosos.
De há um ano a esta parte o meu blog não conquistou muitos visitantes, nem fiz parte dos mais in nem nada. Se fosse útil procurar razões, todas as desculpas seriam possíveis desde o layout - que é muito importante neste ambiente - até ao conteúdo.Existem blogs de conteúdo blerrrrgghh com layouts lindíssimos.Vou a alguns blogs com frequência mas só deixo comments num pequeno grupo deles. Se espalhasse comments em todas as direcções recebia mais visitantes. Mas quem quer que as coisas se façam assim? E quem, por outro lado, acha que se pode desperdiçar tempo de vida não o fazendo?
Ainda a tempo, reformulei as resoluções de ano novo:
- completar a queirosiana ou morrer tentando
- poupar-me às recaídas de ir ver os blogs que odeio. Volto sempre, por via de links, não sei porquê!!!, se a conclusão é sempre a mesma – não gosto daquelas pessoas egoístas e narcisistas, burras, selfcentred.
- não ler o vidadecasado a beber café ao mesmo tempo
Cavaco
Estes 50,6 só são à tangente para quem tem mentalidades à tangente. Foi obra, ganhar indiscutivelmente à primeira e ganhar contra cinco! Porque se bem nos lembramos andaram cinco candidatos a lutar contra a eleição deste, debalde (alguns de muletas, também).
Além de que o valor relativo dos 50,6 ganha peso quando comparado com o parco resultado do candidato apoiado pelo partido do governo. Mas as análises políticas deixo para quem pensa mais e melhor do que eu, se bem que há muita gente que pensa menos e fala que se farta.
As análises sociológicas, deixo nas mãos de Pedro Magalhães a quem tiro o chapéu. Há indivíduos assim, que se destacam pelo tom de voz baixo.
Eu, se não se importam, ganhei várias vezes ontem.
Além de que o valor relativo dos 50,6 ganha peso quando comparado com o parco resultado do candidato apoiado pelo partido do governo. Mas as análises políticas deixo para quem pensa mais e melhor do que eu, se bem que há muita gente que pensa menos e fala que se farta.
As análises sociológicas, deixo nas mãos de Pedro Magalhães a quem tiro o chapéu. Há indivíduos assim, que se destacam pelo tom de voz baixo.
Eu, se não se importam, ganhei várias vezes ontem.
Friday, January 13, 2006
I'm Back, I'm Back
em fato de pilates, ela canta, ela dança
I'm back
I'm back
you know I'm back
I'm back
I'm back
I'm back
you know I'm back
I'm back
Tuesday, January 03, 2006
Para você ganhar belíssimo Ano Novo
cor do arco-íris, ou da cor da sua paz,
Ano Novo sem comparação com todo o tempo já vivido
(mal vivido talvez ou sem sentido)
para você ganhar um ano
não apenas pintado de novo, remendado às carreiras,
mas novo nas sementinhas do vir-a-ser;
novo
até no coração das coisas menos percebidas
(a começar pelo seu interior)
novo, espontâneo, que de tão perfeito nem se nota,
mas com ele se come, se passeia,
se ama, se compreende, se trabalha,
você não precisa beber champanha ou qualquer outra bibita,
não precisa expedir nem receber mensagens
(planta recebe mensagens?
passa telegramas?)
Não precisa
fazer lista de boas intenções
para arquivá-las na gaveta.
Não precisa chorar arrependido
pelas besteiras consumidas
nem parvamente acreditar
que por decreto de esperança
a partir de janeiro as coisas mudem
e seja tudo claridade, recompensa,
justiça entre os homens e as nações,
liberdade com cheiro e gosto de pão matinal,
direitos respeitados, começando
pelo direito augusto de viver.
Para ganhar um Ano Novo
que mereça este nome,
você, meu caro, tem de merecê-lo,
tem de fazê-lo novo, eu sei que não é fácil,
mas tente, experimente, consciente.
É dentro de você que o Ano Novo
cochila e espera desde sempre
de Carlos Drummond de Andrade
cor do arco-íris, ou da cor da sua paz,
Ano Novo sem comparação com todo o tempo já vivido
(mal vivido talvez ou sem sentido)
para você ganhar um ano
não apenas pintado de novo, remendado às carreiras,
mas novo nas sementinhas do vir-a-ser;
novo
até no coração das coisas menos percebidas
(a começar pelo seu interior)
novo, espontâneo, que de tão perfeito nem se nota,
mas com ele se come, se passeia,
se ama, se compreende, se trabalha,
você não precisa beber champanha ou qualquer outra bibita,
não precisa expedir nem receber mensagens
(planta recebe mensagens?
passa telegramas?)
Não precisa
fazer lista de boas intenções
para arquivá-las na gaveta.
Não precisa chorar arrependido
pelas besteiras consumidas
nem parvamente acreditar
que por decreto de esperança
a partir de janeiro as coisas mudem
e seja tudo claridade, recompensa,
justiça entre os homens e as nações,
liberdade com cheiro e gosto de pão matinal,
direitos respeitados, começando
pelo direito augusto de viver.
Para ganhar um Ano Novo
que mereça este nome,
você, meu caro, tem de merecê-lo,
tem de fazê-lo novo, eu sei que não é fácil,
mas tente, experimente, consciente.
É dentro de você que o Ano Novo
cochila e espera desde sempre
de Carlos Drummond de Andrade
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