Fomos ao porto e trouxemos dois golos e um perónio. Isto não é nada original, se nos lembramos do perónio que entregámos aos dragões, em 1980 na Final da Taça de Portugal disputada no Jamor. As declarações dos responsáveis do FCP no final desse jogo são assustadoras, mas já lá vão 26 anos, quand même.
Se eu percebesse alguma coisa de futebol, este post podia parecer um grito de revanche, mas não é. Venho antes falar do investimento que os clubes fazem neste tipo de acidentes do ofício. Os dragões responsáveis pelo press release de ontem não merecem o ar que respiram. Indivíduos a apontar culpados e inimigos em todas as direcções, vesgos dos dois olhos, não são dignos deste século, carago.
Tuesday, October 31, 2006
Golo por golo, perónio por perónio
I had the scare of my life
Fui fazer uma eco-mamo-espreme-nãorespira-grafia e saí de lá com papéis para ir fazer uma ressonância magnética. Ainda mais difícil, heim? Apresentei-me no hospital às 8 da manhã e deu-se início à dança. Todas as pessoas deviam passar pelo menos um dia num hospital público. Contrariando todos os preconceitos, fui tão bem tratada. A meio da manhã, puseram à disposição de quem estava ali em jejum para fazer exames, um termo enorme com chá quente, açúcar e pacotes individuais de bolachas. Não havia colheres para mexer o açúcar. Havia um velhote que empacotava os bolsos com bolachas, no que o ajudei chegando-lhe a cesta mais para perto, evidentemente.
O braço ficou neste estado, o resto se verá.
Estou para escrever uma carta ao ministro da saúde e estou para receber carta da médica.
Tuesday, October 17, 2006
Rivoli
Isso da alta política, para mim, é lá com ela.
Mas não consigo ficar indiferente a uma notícia do Portugal Diário, que diz: "A Câmara do Porto reagiu ao protesto, afirmando que a autarquia «já solicitou aos ocupantes o abandono do Teatro (Rivoli) por forma a que esta ocupação não inviabilize a realização do Concerto de Luís Represas, cuja receita reverterá a favor da investigação da Paramiloidose"
A ser verdade, é o cúmulo da demagogia. A Câmara e o Represas, em querendo ajudar a investigação da Paramiloidose podem sempre ir cantar para outro lado qualquer. Até na rua, com uma lágrima no canto do olho.
O que a câmara não pode é fazer jogo infantil com uma questão que, não conseguindo resolver, decide transformar em romance.
Eu pensava que estes números já não surtiam efeito...
Mas não consigo ficar indiferente a uma notícia do Portugal Diário, que diz: "A Câmara do Porto reagiu ao protesto, afirmando que a autarquia «já solicitou aos ocupantes o abandono do Teatro (Rivoli) por forma a que esta ocupação não inviabilize a realização do Concerto de Luís Represas, cuja receita reverterá a favor da investigação da Paramiloidose"
A ser verdade, é o cúmulo da demagogia. A Câmara e o Represas, em querendo ajudar a investigação da Paramiloidose podem sempre ir cantar para outro lado qualquer. Até na rua, com uma lágrima no canto do olho.
O que a câmara não pode é fazer jogo infantil com uma questão que, não conseguindo resolver, decide transformar em romance.
Eu pensava que estes números já não surtiam efeito...
Monday, October 16, 2006
Recebi um email com esta fotografia que rezava assim (gralhas incluidas):Esta foto é rarissima, foi tirada pela NASA com o téléscopio Hubble.Este tipo de acontecimento dá-se umavez em cada 3000 anos. Como não sou dessas, desfiz-me do email, ai de mim.
Antes que passem 3000 anos, deixo-vos um texto acerca do cometa Halley, no mesmo comprimento de onda.
A importância da comunicação
Do Presidente para o Director:Na próxima sexta-feira, às 17 horas, o cometa Halley estará passando por esta área. Trata-se de um evento que ocorre a cada 78 anos. Assim, por favor, reúna os funcionários no pátio da fábrica, todos usando capacete de segurança, quando explicarei o fenómeno. Se chover, não veremos o raro espectáculo a olho nu.
Do Director para o Gerente:
A pedido do Presidente, na sexta-feira às 17 horas, o cometa Halley vai aparecer sobre a fábrica. Se chover, por favor, reúna os funcionários, todos com capacete e os encaminhe ao refeitório, onde o raro fenómeno terá lugar, o que ocorre a cada 78 anos a olho nu.
Do Gerente para o Supervisor:
A convite do nosso querido Presidente, o cientista Halley de 78 anos vai aparecer nu na fábrica, usando apenas capacete, quando irá explicar o fenómeno da chuva para os seguranças no pátio.
Do Supervisor para o Chefe:
Todo mundo nu, na próxima sexta, às 17 horas, pois o manda chuva do presidente, Sr. Halley, estará lá para mostrar o raro filme Dançando na Chuva. Caso comece a chover mesmo, o que ocorre a cada 78 anos, por motivo de segurança coloque o capacete.
AVISO PARA TODOS
Nesta sexta-feira o presidente fará 78 anos. A festa será às 17 horas no pátio da fábrica. Vão estar lá Bill Halley e seus cometas. Todo o mundo deve estar nu e de capacete. O espectáculo vai rolar mesmo que chova, porque a banda é um fenómeno.
(espero ter mudado alguma coisa nas vossas vidas)
Tuesday, October 10, 2006
inconformada
aceito o outono, as arvores a despirem-se, as pessoas a vestirem-se, os collants e os sapatos fechados. mas e os dias a escurecer tão cedo? não me conformo com a ideia do serão a querer começar comigo ainda no trabalho.
Wednesday, October 04, 2006
A. Campos Matos
já nos tinha avisado, mas ontem confirmei com os meus próprios juízos. Que só são os meus próprios juízos, eu sei, mas que me aproximam ainda mais de A. Campos Matos e isto tinha que ser dito aqui.
A determinada altura do programa, disse sobre si a entrevistada: "Há pessoas que nascem assim, bonitas e inteligentes"... e tudo o que tinha sido dito antes e foi dito a seguir se tornou num ruído sem formatação.
Será geracional? Será do ascendente astrológico? Será do guaraná?
À conta da RTP1, ontem à noite, onde entrevistaram a Maria Filomena Mónica, fiz uma associação de ideias e sonhei com Eça de Queiroz - e eis que se prova que até do impensável se podem tirar bons proveitos.
A determinada altura do programa, disse sobre si a entrevistada: "Há pessoas que nascem assim, bonitas e inteligentes"... e tudo o que tinha sido dito antes e foi dito a seguir se tornou num ruído sem formatação.
Será geracional? Será do ascendente astrológico? Será do guaraná?
À conta da RTP1, ontem à noite, onde entrevistaram a Maria Filomena Mónica, fiz uma associação de ideias e sonhei com Eça de Queiroz - e eis que se prova que até do impensável se podem tirar bons proveitos.
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