Thursday, January 25, 2007
Para lá das pedras no caminho
Tudo isto seria (e é) banal não fosse o facto dela ser minha filha e do bem que lhe assenta o raio da bata - isto do pouco que vi, porque com as lágrimas depois já não se vê lá muito bem.
Por trás do colarinho vou escrever "bata nº 1".
Tuesday, January 23, 2007
Antes que desvaneça
Acaba sempre assim este sonho, que já dura há 3 noites.
Há algum psicanalista na sala?
Que fixação é esta no termo FOX?
Foxfire (perfume)
Firefox (internet browser)
Foxlife (tv por cabo)
Foxy (papel higiénico)
Monday, January 22, 2007
Friday, January 19, 2007
Sabemos que temos um palhacinho em casa quando...
Wednesday, January 17, 2007
Saudade
J'ai un rendez-vous dans l'air
Inattendu et clair
Déjà je pars à ta découverte
Ville bonne et offerte
C'est l'attrait du danger
Qui me mène à ce lieu
C'est d'instinct
Que tu me cherches et approches
Dans ces ruelles fantômes
Ou sur cette terrasse
Où s'écrase un soleil
Tu m'enseignes
Le langage des yeux
Où mène ce tourbillon
Cette valse d'avions
Aller au bout de toi et de moi
Vaincre la peur du vide
Les ruptures d'équilibre
Si tes larmes se mêlent
Aux pluies de novembre
Et que je dois en périr
Je sombrerai avec joie
Etienne Daho
Tuesday, January 16, 2007
Gente importante de Portugal
Cinco desenhos originais feitos por Eça de Queirós e um busto do romancista, esculpido por Rafael Bordalo Pinheiro, em 1901, encontram-se entre as obras reunidas na exposição «Eça em Caricatura», patente ao público no Museu Nacional da Imprensa, no Porto.Não queria faltar, só lá está até Março.
Parece haver muito tempo até lá, mas não.
Monday, January 15, 2007
Presente de anos
As meninas da Livraria Lumiére, no porto, devem ter sabido que hoje faço anos e mandaram-me dois mails com mais ofertas queirosianas. Vou comparar com os preços da Nuno Canavez e depois carrego no botão SEND.
Adenda: hoje dia 16, às 15h14, aterra na minha mesa de trabalho um pacote da Lumiére. Não devem ter tido muitas mais encomendas ontem, as meninas da Lumiére.
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situo-me, neste momento, como a casa onde moro - à beira da autoestrada, com saídas para norte e para sul abertas de par em par. ou como diz o outro, com o copo meio cheio ou meio vazio.
é muito optimismo meu achar que ainda vou fazer muitas mais capicuas? é natural que seja. mas hoje, vou estar assim.
quanto às resoluções de ano novo, pegue-se na lista de 2006 e, onde se lê:
- completar a queirosiana ou morrer tentando
leia-se:
- ir alimentando a queirosiana e adorar cada momento
- ser feliz aos bocadinhos
leia-se:
- deixar de pensar nisso com tanto investimento
vou continuar a tentar:
- aprender a tirar fotografias
vou continuar a adiar:
- inscrever-me nas danças de salão
vou passar a:
- cuidar da minha saúde
mais de resto, o que for, soará.
(os srs do blogger insistem para que me actualize. se este blog desfalecer é porque demorei tempo demais a dar o passo)
Wednesday, January 10, 2007
VISÃO
Nada sorria já: só fixo e lento
Morava agora ali um pensamento
De dor sem trégua e de íntimos cansaços
Pairava, como espectro, nos espaços,
Todo envolto num nimbo pardacento…
Na atitude convulsa do tormento,
Torcia e retorcia os magros braços…
E arrancava das asas destroçadas
A uma e uma as penas maculadas,
Soltando a espaços um soluço fundo,
Soluço de ódio e raiva impenitentes…
E do fantasma as lágrimas ardentes
Caíam lentamente sobre o mundo!
Antero de Quental a José Maria Eça de Queiroz, 1880
O quão romantica se pode ser
O local onde se situa a zona portuária na parte oriental de Lisboa, perto da Doca do Poço do Bispo, é conhecido por Braço de Prata. Segundo Luis Pastor de Macedo* a denominação deriva da alcunha dada a António de Sousa Menezes que perdeu um braço numa batalha e mandou fazer um substituto em prata. Por morte do seu pai recebeu uma Quinta nessa zona a que o povo passou a chamar Quinta do Braço de Prata.
Até este momento estava absolutamente convencida que, naquele sítio, o rio Tejo brilhava de uma certa maneira que até parecia prata.
*Lisboa de Lés-a-Lés, 1968
I am 43, going on 44, baby, it’s time to think
Se ainda não cheguei à tranquilidade que preciso, se ainda não conquistei a paz, é de certeza culpa minha. Mas o novo ano está a começar e vão-me dar 44 anos. Espero que não venham estragados.
Tuesday, January 09, 2007
Quando às 7 da tarde já estávamos todos,
De manhã a M. tinha amassado as filhós com o tio J.
Estou impedida de fazer esforços com o braço direito, o que me pareceu uma boa razão para passar o testemunho à minha filha mais velha. Comandei a delicada operação de juntar num grande alguidar pão em massa desfeito em água morna, fermento de padeiro desfeito em aguardente quente, manteiga, ovos, sumo de laranja, sal, e farinha de trigo nas quantidades justas, aprendidas com a avó Guiomar. Quando a massa já não colava às mãos e as paredes do alguidar estavam limpinhas, dei-lhe a benzedura e tapei-a com um pano branco. Foi crescer para debaixo dos cobertores da cama da mana M.G. e agora eram horas de ir ver o resultado. O meu pai preparou-me o gin costumeiro e começamos a tender, fritar, polvilhar com acuçar e canela, dar a provar, ouvir os elogios, correr com os homens da cozinha, acordar a mana velha que parece que adormeceu com a canela na mão!!!
Entretanto o fogão cozia e assava bacalhau e peru, batatas e castanhas, couves e polvo.
A mesa não chega para todos e vamo-nos sentando por idades. Ou maleitas. Este ano calhou-me lugar à mesa. We never know…
A tia Licínia perdeu a cabeça e trouxe 42 pataniscas em vez das 2 dúzias do costume e assim também se explica o aquecimento global porque outra razão não deve haver.
A sogra do meu irmão J. gabava repetidamente os sonhos que tinha trazido e que não nos esquecêssemos da calda! Que estava muito boa! Da outra ponta da mesa o D. perguntou se: Se calhar isto é que são os wet dreams que o mano está sempre a falar?
Terminada a primeira ronda às iguarias, fomos abrir os presentes, que são cantados pelas meninas mais pequeninas. Cuidadosamente, um de cada vez, toda a gente tem de ver o que o embrulho tinha, toda a gente tem – sempre – qualquer coisa a dizer.
Pela noite fora, os rapazes tocaram viola. Por causa do magnífico vinho tinto e do orgulho de ver estes miúdos tão crescidos, as mães e as tias cantavam e choravam. Às 6 e meia da manhã fomos para casa dormir um bocadinho.
O dia 25 foi muito calmo como sempre. Cabrito assado e roupa velha. Filmes e conversa.
O Fim de ano foi não existente. As meninas foram passar a festa com a outra família e eu sustive a respiração até chegar o dia de 2007 em que eu começasse a viver.
Era engano.



