Quando a Irene Correia e a Isabel Baptista - minhas amigas da vida real e do facebook - me desafiaram para esta corrente do top 10 livros, nem elas nem eu sabiamos onde eu me estava a meter. Os livros não têm o mesmo efeito de pessoa para pessoa. E como estamos a falar de matéria curativa, comparemos livros com vitaminas – nuns casos resultam bem, noutros parece que não reagem e noutros ainda fazem o efeito contrário e mais valia ter só ficado a ver televisão.
E a talhe de foice: banda desenhada conta? É que foi por aí que comecei a ler
Na infância, deixaram marca:
Os Cinco, Os Sete, As Gemeas – Enid Blyton
Clarissa-Olhai os Lirios do Campo-Saga –
Na adolescência, ainda estou a fazer a digestão de:
Viagem ao mundo da droga – Charles Duchaussoi
O vermelho e o negro – Stendhal
L’Etranger - Albert Camus
Le silence de la mer – Vercors
Pride and Prejudice – Jane Austen
As damas de Missalonghi – Collen Mccullough
Os Maias – Eça de Queiroz, onde regresso sempre
Desde há 30 anos e se puder volto lá:
Todo o Mia Couto
E não podíamos fazer uma lista dos piores 10? Vou fazer:
Cospe, que isso só te faz é mal - por ordem de chegada à minha vida:
Anita isto e Anita aquilo
As meninas do andar de cima – Odete Saint-Maurice
Nicolas Sparks
Paulo Coelho
Margarida Rebelo Pinto
...
Sunday, September 21, 2014
Thursday, January 02, 2014
Borboletas na barriga
Borboletas na barriga é o que me traz o ano novo.
Sou pessoa organizada. Gosto de ter metas, objectivos, sonhos, rendas de bilros e por isso um ano novinho em folha puxa muito à criatividade e ao desassossego. Como um cetim sem vincos onde se pode alinhavar um plano. Pelo menos logo ao principio, porque depois verificamos que um ano novo é a continuidade de um ano velho connosco lá dentro e então sim - voltamos a ter a tranquilidade necessária para continuar.
Ninguém vive com borboletas permanentemente a dar às asas, a dar às asas...
Foi uma passagem de ano encantadora:
Jantámos mal porque o meu senhor não se decidia onde é que queria ir jantar e eu não ajudava lá muito, porque, tirando o sushi, onde se come bem em Lisboa é mesmo em minha casa.
Fomos ver o fogo de artificio à baixa e foi encantador: o abrunhoso a dizer frases feitas contra o sistemaporque não sabe em vez de cantar. Eu digo: um artista deve servir-se dos seus instrumentos para passar a sua mensagem. O pintor pinta. O escultor esculpe. O escritor escreve. O cantor canta. O abrunhoso, diz que sim, diz que sim, mas afinal diz que não, diz que não. Encantador.
Entrámos em 2014 abraçados, à chuva, no meio da av. da liberdade. Não fazia frio. Só fazia água. Encantados.
Chegámos a casa às 2 da manhã e sentámo-nos no sofá para beber um cházinho quente. Quando acordámos já passava das 4. Encantadores.
VIVA 2014! VIVA TODOS OS HOMENS DE BOA VONTADE!
Sou pessoa organizada. Gosto de ter metas, objectivos, sonhos, rendas de bilros e por isso um ano novinho em folha puxa muito à criatividade e ao desassossego. Como um cetim sem vincos onde se pode alinhavar um plano. Pelo menos logo ao principio, porque depois verificamos que um ano novo é a continuidade de um ano velho connosco lá dentro e então sim - voltamos a ter a tranquilidade necessária para continuar.
Ninguém vive com borboletas permanentemente a dar às asas, a dar às asas...
Foi uma passagem de ano encantadora:
Jantámos mal porque o meu senhor não se decidia onde é que queria ir jantar e eu não ajudava lá muito, porque, tirando o sushi, onde se come bem em Lisboa é mesmo em minha casa.
Fomos ver o fogo de artificio à baixa e foi encantador: o abrunhoso a dizer frases feitas contra o sistema
Entrámos em 2014 abraçados, à chuva, no meio da av. da liberdade. Não fazia frio. Só fazia água. Encantados.
Chegámos a casa às 2 da manhã e sentámo-nos no sofá para beber um cházinho quente. Quando acordámos já passava das 4. Encantadores.
VIVA 2014! VIVA TODOS OS HOMENS DE BOA VONTADE!
Friday, November 08, 2013
Thursday, October 10, 2013
Thursday, October 03, 2013
oh jesus
À mesa de jantar ele suspirou:
- Gostava mesmo de saber por quantos é que o Benfica está a perder...
Ela dobra o guardanapo de pano e, simulando um telefone, inicia uma conversa:
- Está? É para saber o resultado sff. 4-3? Ok. Obrigada, sim? Ganha o Benfica, pois com certeza.
Ele por sua vez faz uma chamada com o comando da televisão:
- Então? Como é que vai isso? 4-3? Benfica de Castelo-branco. Foi o que eu pensei. Um abraço!
- Gostava mesmo de saber por quantos é que o Benfica está a perder...
Ela dobra o guardanapo de pano e, simulando um telefone, inicia uma conversa:
- Está? É para saber o resultado sff. 4-3? Ok. Obrigada, sim? Ganha o Benfica, pois com certeza.
Ele por sua vez faz uma chamada com o comando da televisão:
- Então? Como é que vai isso? 4-3? Benfica de Castelo-branco. Foi o que eu pensei. Um abraço!
Friday, September 20, 2013
O poder do Ben-u-ron
Uma planta de interior daquelas carnudas, que retém agua foi sendo desbastada pelo Jerry, em alegre exercício de traquinice.
Peguei num bolbo de onde só se aproveitava a raiz e dei-lhe conforto num copo cheio de água, longe do vaso e do alcance do miudo, a ver se ganhava apgar < 0. Sou mãe e isso não se esgota nos filhos, por isso dei um Ben-u-ron à agua, a ver se era mesmo o que lhe estava a fazer falta.
Ao outro dia de manhã a água estava negra negra e o bolbo estava viçoso.
A serendipidade é amiga dos audazes.
Peguei num bolbo de onde só se aproveitava a raiz e dei-lhe conforto num copo cheio de água, longe do vaso e do alcance do miudo, a ver se ganhava apgar < 0. Sou mãe e isso não se esgota nos filhos, por isso dei um Ben-u-ron à agua, a ver se era mesmo o que lhe estava a fazer falta.
Ao outro dia de manhã a água estava negra negra e o bolbo estava viçoso.
A serendipidade é amiga dos audazes.
Resumindo
Escrevo - como toda a gente, para memória futura, para ser lida, para ser confrontada, estimada, também. Há algum psicólogo na sala? - quando estou bem por dentro.
Há quem escreva em sofrimento. Eu, em sofrimento, encolho-me. Respiro pouco e fico em suspensão. Acho mal escrever sobre tristeza porque depois fica ainda mais difícil perdoar a nós próprios o tempo que se gastou com aquilo. E foi em suspensão que estive nos últimos tempos. Desde Dezembro de 2012 que me venho a encontrar com a felicidade e por isso mesmo, devo muitos posts a este diário. Lá chegaremos, digo eu a quem ainda tiver paciencia de passar por aqui. Até já.
Há quem escreva em sofrimento. Eu, em sofrimento, encolho-me. Respiro pouco e fico em suspensão. Acho mal escrever sobre tristeza porque depois fica ainda mais difícil perdoar a nós próprios o tempo que se gastou com aquilo. E foi em suspensão que estive nos últimos tempos. Desde Dezembro de 2012 que me venho a encontrar com a felicidade e por isso mesmo, devo muitos posts a este diário. Lá chegaremos, digo eu a quem ainda tiver paciencia de passar por aqui. Até já.
Friday, August 16, 2013
Essa agora
Sabem quando estamos na presença de uma cena perfeita e no
fim surge um revés e estraga tudo?
Quando, no fim de uma belíssima travessa de amêijoas
trincamos areia?
Quando estamos “quase lá” e o telefone toca?
Pois.
Este sábado o Expresso publica o último desafio de escrever
um ensaio com personagens de “Os Maias”, desta vez pela Clara Ferreira Alves…
Mas há quem escreva muito pior! Eu, por exemplo.
“Ainda o apanhamos!”
Não o apanharam!
Valeu o investimento de descer a rampa de Santos em passo de
corrida, nada mais.
Sentados em frente à Barraca, davam por terminado isso de
ter expectativas, na vida. Não iriam insistir.
O fôlego recuperou-se sozinho enquanto o desapontamento e
aquele pequenino sentimento de luto permanente, mais uma vez, tomava o lugar
dianteiro na sala das ideias.
- Há um anátema nesta postura, disse João da Ega. Combate-se
com outra maldição, digo-te eu. Desde que a inventemos…
- Tu dizes coisas do além, franziu Carlos da Maia,
aborrecido por estar a ficar com fome.
Entre caminhar e discutir com um táxi por causa de uma
distância tão curta, foram andando e quando já se via o Mercado da Ribeira era
tarde de mais para decidir.
Jantaram no Olivier e subiram do Cais do Sodré à Rua do
Alecrim – um passeio seguro.
- Parece um Deus do Olimpo!
- Parece uma cepa retorcida!
A estátua recebia-os sempre de braços abertos. Para se ser
estátua é preciso ser paciente.
No Largo do Camões, lançava-se no fado uma novidade de
Lisboa: Eduarda Maria.
Carlos virou-se todo, para ouvir melhor:
- Que eu podia ser o seu angel
investor, lá isso podia, sorriu alto.
- Eu não te disse??!!
(continua…)
Wednesday, January 09, 2013
Haja paciência (para me aturar)
Cada vez tenho menos paciência para o Inverno. Eu não sei se sobrevivo a mais um Inverno. O Inverno mata-me por dentro e seca-me por fora. Nao me quero vestir. Uso os mesmos sapatos dias seguidos. Quero sair da cama para o banho quente e pouco mais. Não gosto de estar cheia de roupa em cima. Detesto passar frio por ter pouca roupa vestida. Tenho fome de muitas muitas calorias. Odeio mantas. Não vivo sem 3 ou 4 mantas à minha volta. Tenho o coração quente mas o resto está um gelo que não se pode.
Porém, no Inverno há cozido à portuguesa no Prado. Oh well. Bute lá, então.
Porém, no Inverno há cozido à portuguesa no Prado. Oh well. Bute lá, então.
Monday, January 07, 2013
2012
2012 foi excessivo. Não me ocorre outra palavra.
Começou mal, mal, mal. Piorou a olhos vistos até à morte do rapaz. Atravessei um deserto de 40 mil léguas e cheguei ao fim desse ano vulcão exausta, e sem saber, preparada para conhecer um fôlego novo nesta vida.
Levar com a vida de frente, é, como se sabe, a forma mais peremptória de aprender a viver. Por isso, ainda com a poeira no ar, ouso fazer uma pequena lista de deliberações de ano novo, só para nao perder o controlo total da coisa (ou nao dar o braço a torcer, vá):
- tomar o pequeno-almoço todos os dias antes de sair para o trabalho
- ir à piscina
- procrastinar menos. ninguem é perfeito, pá!
- procurar uma casa com terra para plantar abóboras
- aceitar o que nao posso mudar
- (continuar a) cantar no banho
- partilhar isto tudo com o A.
Começou mal, mal, mal. Piorou a olhos vistos até à morte do rapaz. Atravessei um deserto de 40 mil léguas e cheguei ao fim desse ano vulcão exausta, e sem saber, preparada para conhecer um fôlego novo nesta vida.
Levar com a vida de frente, é, como se sabe, a forma mais peremptória de aprender a viver. Por isso, ainda com a poeira no ar, ouso fazer uma pequena lista de deliberações de ano novo, só para nao perder o controlo total da coisa (ou nao dar o braço a torcer, vá):
- tomar o pequeno-almoço todos os dias antes de sair para o trabalho
- ir à piscina
- procrastinar menos. ninguem é perfeito, pá!
- procurar uma casa com terra para plantar abóboras
- aceitar o que nao posso mudar
- (continuar a) cantar no banho
- partilhar isto tudo com o A.
Saturday, December 08, 2012
Que horas são?
Vi-os a subir a minha rua, com a calma de quem tateia um caminho novo. Pararam.
Há uma espécie de veneração nos passos dela em direcção a mim. E nos dele também.
Mas reparei melhor, à medida que se aproximavam: não é veneração e sobretudo não é para mim! É aquele velho reconhecido sentimento que tranforma os sorrisos tolos em puras declarações de amor.
Eu aqui só fui convocado para padrinho! Logo eu, que sou ateu. Fiz o melhor que sei e abençoei-os em nome da verdade, sob o manto diáfano da fantasia. Seguiram.
Há muito que sabem que a alegria de viver é uma escolha. Faz-se de dentro para fora - não se compra.
Diz que ouviram cantar o Fado. As Rimas, a pedido e o fado triste do José Luis, de Elvas.
Quando desceram, acenaram-me. Continuavam enlaçados. Ela perguntou as horas. Eu ia dizer 10 para as 4, que se via no relógio dos bombeiros! mas ele adiantou-se e respondeu-lhe: são onze e meia.
Ainda é cedo.
- Ainda a apanhamos!
- Ainda a apanhamos!
Disseram os dois, falando sobre a vida.
Tuesday, April 17, 2012
fernando jorge (1965-2012)
O elevador continua avariado. Subi os dois andares a praguejar e aproveitei para falar contigo. O caso é que o sentido da vida era um, até à tua morte. Agora é outro. Todos os que me morreram, até ti, não me causaram estranheza. Tu pelo contrário! Tu teres morrido, não faz o menor dos sentidos!
O que nos dizem sobre a vida e o que nós dizemos aos nossos filhos é um bocado embuste, perante a indiferença com que a morte chega, vê e vence. Puta de merda.
Há, porém, a passagem pela vida. E o que se faz enquanto estamos vivos. Estar vivo e viver são coisas muito diferentes, não são?
Lembras-te de acordar com uma paragem de autocarro dentro do quarto? E da tua mãe nos obrigar a ir pôr a paragem no sítio!!!?
Lembras-te da tua primeira bebedeira com B grande? O teu réveillon acabou antes da meia-noite, com o litos e o carlos lopes, um de cada lado, a levar-te a casa.
Lembras-te de trabalharmos que nem uns condenados naquela imensa fábrica? Podíamos ter feito fortuna…LOL
Lembras-te das maratonas de caracóis e imperiais? Depois de duas imperiais bem aviadas aterrei no teu sofá e acordei ao outro dia, tapadinha, contigo a olhar para mim, sorriso trocista e torradas feitas.
Lembras-te de teres sido obrigado a ter chaperon nos fins de semana em que ficavas com a tua filha e do que nos divertimos em teatrinhos feitos por elas, idas ao jardim zoológico, ao bowling e tudo o mais que nos apeteceu?
Lembras-te de teres ideias loucas com namoradas e eu andar a levar-te aos locais mais estrambólicos só porque era imprescindível que lá fosses naquele momento dar um beijinho!!?
Lembro-me de ires dizer que eu era “fora de série” porque fui à estância e acarretei com uma tonelada de madeira cortada e fiz uma estante (das pequenas) para o quarto onde dormia.
Lembras-te da quantidade-de-vezes que andámos de casa às costas? Muito montámos e desmontámos, louceiros, aparadores, camas, roupeiros.
É que eu lembro-me de tudo. E estaria aqui a falar durante horas.
A tua generosidade por vezes, tocava a ingenuidade. Tocava o disparate - disse-to. Ao mesmo tempo que to repito, penso no que tu já gozaste, aí onde estás, ao ver tanta viúva a chorar por ti cá em baixo…
As tuas sobrinhas sabem, agora, que não haverá nunca mais natais com dantes. Eu e a mariana vamos continuar a amassar filhós. Por todos nós.
Não sei o que será, nem quando será, nem como será, comigo. Vi contigo o que é lutar até ao último momento. Vou tentar fazer igual. Vou tentar sorrir até ao fim, como tu fizeste, generosamente.
Já cheguei ao gabinete.
Vou trabalhar. Até breve, rapaz. Fica com Deus.
Quando estiveres com a avó Guiomar diz-lhe que a adoro e pergunta-lhe porque raio é que eu havia de herdar as pernas dela, hein?!
O que nos dizem sobre a vida e o que nós dizemos aos nossos filhos é um bocado embuste, perante a indiferença com que a morte chega, vê e vence. Puta de merda.
Há, porém, a passagem pela vida. E o que se faz enquanto estamos vivos. Estar vivo e viver são coisas muito diferentes, não são?
Lembras-te de acordar com uma paragem de autocarro dentro do quarto? E da tua mãe nos obrigar a ir pôr a paragem no sítio!!!?
Lembras-te da tua primeira bebedeira com B grande? O teu réveillon acabou antes da meia-noite, com o litos e o carlos lopes, um de cada lado, a levar-te a casa.
Lembras-te de trabalharmos que nem uns condenados naquela imensa fábrica? Podíamos ter feito fortuna…LOL
Lembras-te das maratonas de caracóis e imperiais? Depois de duas imperiais bem aviadas aterrei no teu sofá e acordei ao outro dia, tapadinha, contigo a olhar para mim, sorriso trocista e torradas feitas.
Lembras-te de teres sido obrigado a ter chaperon nos fins de semana em que ficavas com a tua filha e do que nos divertimos em teatrinhos feitos por elas, idas ao jardim zoológico, ao bowling e tudo o mais que nos apeteceu?
Lembras-te de teres ideias loucas com namoradas e eu andar a levar-te aos locais mais estrambólicos só porque era imprescindível que lá fosses naquele momento dar um beijinho!!?
Lembro-me de ires dizer que eu era “fora de série” porque fui à estância e acarretei com uma tonelada de madeira cortada e fiz uma estante (das pequenas) para o quarto onde dormia.
Lembras-te da quantidade-de-vezes que andámos de casa às costas? Muito montámos e desmontámos, louceiros, aparadores, camas, roupeiros.
É que eu lembro-me de tudo. E estaria aqui a falar durante horas.
A tua generosidade por vezes, tocava a ingenuidade. Tocava o disparate - disse-to. Ao mesmo tempo que to repito, penso no que tu já gozaste, aí onde estás, ao ver tanta viúva a chorar por ti cá em baixo…
As tuas sobrinhas sabem, agora, que não haverá nunca mais natais com dantes. Eu e a mariana vamos continuar a amassar filhós. Por todos nós.
Não sei o que será, nem quando será, nem como será, comigo. Vi contigo o que é lutar até ao último momento. Vou tentar fazer igual. Vou tentar sorrir até ao fim, como tu fizeste, generosamente.
Já cheguei ao gabinete.
Vou trabalhar. Até breve, rapaz. Fica com Deus.
Quando estiveres com a avó Guiomar diz-lhe que a adoro e pergunta-lhe porque raio é que eu havia de herdar as pernas dela, hein?!
Thursday, January 12, 2012
Prendas para os anos
Para quem estiver curto de imaginação, segue uma pequena pequenina lista de coisas que me agradariam muito. Esta lista acrescenta à do Natal, de onde só uma sugestão foi escolhida. Agora é que vai ser :)
Porque sou uma pessoa que tem muito frio
este livro e o outro a seguir também

um espremedor de citrinos que me faz mesmo falta e o outro expirou o prazo de utilidade
a É Lisboa Que Amanhece, do André Carrilho, porque gosto: dele, de Lisboa e do Sérgio Godinho
uma bicla com cestinho para ir ao Pingo Doce em Campo de Ourique, pela verdura
são Sergio Tacchini e encontram-se á venda no Ebay. Iguais a uns que perdi e que recordo com saudade...
porque me faz falta uma máquina mais moderna e gostaria de continuar em Nikon Coolpix, porque gosto muito.e ainda, um telemóvel com caractéres grandes e com muita capacidade de memória por causa das mensagens. Se possível que aceite Mms. Diz que os mais próprios para o que preciso são da Samsung.
Thursday, November 17, 2011
Wednesday, November 16, 2011
Tuesday, November 15, 2011
Monday, November 14, 2011
Não perdes o medo a bem, perdes a mal
A sério, eu acho que o universo se prepara para me espremer até quase ao fim e no diazinho em que eu perder o medo de trovoadas manda-me uma companhia para dormir. Só que nessa altura eu estarei seca por dentro de tanto chorar e já não vou conseguir abraçar ninguém...
Monday, November 07, 2011
Na Berma de Nenhuma Estrada
Para sempre me ficou esse abraço. Por via desse cingir de corpo minha vida se mudou. Depois desse abraço, trocou-se, no mundo, o fora pelo dentro. Agora, é dentro que tenho pele. Agora, meus olhos se abrem apenas para as funduras da alma. Nesse reverso, o que a poeira da rua me suja é o coração. Vou perdendo noção de mim, vou desbrilhando. E se eu peço que ele regresse é para sua mão peroleira me descobrir ainda cintilosa por dentro. Todo este tempo me madreperolei, me enfeitei de lembrança.
Mia Couto disse por mim
Mia Couto disse por mim
Wednesday, November 02, 2011
Lista de Natal, que perguntar se posso ter não ofende
Livro da luisa ducla soares sobre eça de queiroz, porque gosto da autora e porque a queirosiana tem de ser alimentada
Cd do tony benett e tambem pode ser acompanhado pelo volume I, que consta que vai chover muito este inverno e esta música faz muita falta
Kenwood di mi corazon
Cd do tony benett e tambem pode ser acompanhado pelo volume I, que consta que vai chover muito este inverno e esta música faz muita falta
Kenwood di mi corazon
Casas de escritores no Douro
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