Wednesday, January 20, 2016

Nao te deixes atrair. Vai dar asneira

Circula na net um calendario que estimula a nossa costelinha de poupança, para ver se é desta que nos disciplinamos e tal. Ora bem, seguindo aquela tabela, ha um mes em que temos de pôr de parte 200 euros. Querem maior balde de água fria? Lá se vão as boas intenções de ano novo... Quem pode abdicar de 200 euros, seja lá em que mês for, não tem mesmo necessidade nenhuma de fazer um pé de meia para chegar a 1300 euros ao fim de um ano. Só se for por gracinha, tá a ver?
Mas a ideia é boa, nao a percamos. Vamos lá então procurar fazer uma poupança este ano, mas com cabeça-tronco-e membros. Por mim, vou distribuir as quantias e tentar que as semanas de quantia "pesada" surjam uma em cada mês, por exemplo.


FICA UM PLANO MAIS OU MENOS ASSIM:


Tuesday, January 12, 2016

O meu humilde tributo a David Bowie















A D. Elisa, que foi a nossa criada quando viemos para Lisboa em 1976,  fez-se substituir pela sua filha Maria, passados uns anos, e ficámos todos a ganhar: nós,  porque a Maria era próxima da nossa idade e tínhamos mais uma companheira, a D. Elisa porque estava cansada do trabalho (imagino que sim) e a Maria porque arranjou emprego sem ter que se ralar com nada.

O tempo passou por todos e, nos anos 80, a Maria emigrou para a Suíça enquanto nós, filhos,  íamos saindo da casa paterna…
Naquele dia 14 de Setembro de 1990,  o telefone não parava de tocar em casa dos meus pais, pois a Maria queria muito avisar-nos que havia convites à espera dos meninos na bilheteira do Estádio de Alvalade, para ver o David – assim se explicou a Maria à minha mãe quando finalmente falaram..
Recebi esta prenda dias mais tarde;  e eu um bocadinho incrédula, confesso.
Não que não tenha ido ao concerto. Fui e levei a linda Mariana comigo, na barriga de 5 meses J mas não estava nada a perceber como é que raio a Maria tinha convites para o David Bowie!!!
No Natal desse ano a Maria veio à terra  e então contou-nos que há uns tempos tinha respondido a um anúncio de serviço doméstico e tinha sido contratada por um senhor, que é cantor e que quando soube que ele vinha a Lisboa lhe tinha dito que os meninos dela haviam de gostar de ir ao concerto e voilá - daí o telefonema com os convites!
A Maria contou muitas coisas do seu patrão, que guardo com graça e contou também que era ela que engomava o casaco branco do videoclip Dancing in the Street. Juro.
Eu, que já gostava da Maria,  passei a admirá-la.

De modo que,  estive, estou e estarei a uma pessoa do Major TomJ


Monday, June 15, 2015


Um grande círculo cor-de-laranja assinalava, no planner da cozinha,

Fomos cedo para ter tempo para a feira, muito embora já tudo me soubesse a preparatória:


Espaço Leya – identificado
Palco onde iam fazer a entrega do prémio – identificado
Sitio para sentar – mentalmente marcado

Comprámos livros e pedimos autógrafos e finalmente chegou a hora de me sentar na mesa mesmo de caras para o palco onde ia ser entregue o Prémio ao autor. Põe as costas direitas Eduarda, e Deus queira que não apareça nenhuma velhinha a pedir-me o lugar porque não vou poder dar…
Mas o Universo, ou o António, vá, dão-me quase sempre a volta e eis que sou chamada, num ACENO!!!! para ir ali ao lado do pavilhão da Leya!!!!!!!
Foi então desta maneira, num banco de jardim, que estive frente-a-frente com quem melhor escreve em português, actualmente.  
Na pena, vê-se-lhe a genialidade (e dá mesmo vontade de fazer comparações no absurdo da comparação de autores): neste seu primeiro livro, o herói é misógino e as mulheres... essas hipócritas. Para além disto, é também bonito, educado e interessado.
Dei-lhe um abraço e uma opinião: que continuasse. Imagino que seja isto que se possa dar a um escritor…
Depois não houve mais nada durante um bom par de horas. Nem compras, nem vontade de comer, nem necessidade de me abrigar da chuva. Só um sorriso apalermado na cara.

Não tive coragem tempo para lhe perguntar sobre o novo acordo ortográfico mas tenho a certeza que a resposta seria: não, obrigado.

Thursday, October 02, 2014




Nas férias foi assim. O meu livro de cabeceira foi comigo e numa bela manhã entro no Central (há sempre um Café Central que espera por si) para encontrar um painel do José Pádua que aqui deixo. Stay tuned for more cartoons.

Wednesday, October 01, 2014

EU CORRUPTELO, TU DÁS PONTAPÉS NA GRAMÁTICA, ELE NÃO SABE FALAR PORTUGUÊS

Vamos dar inicio a uma longa e inesgotável lista de corruptelas, que nos fazem pensar. Uma língua viva  evolui e os neologismos fazem parte desse processo, do mesmo modo que as práticas reiteradas de má pronuncia ou adaptação  - por vezes distantes da génese da própria palavra - também contribuem para a sua evolução. Há corruptelas e corruptelas e daí o seu fascínio.  Estas notas servirão pelo interesse que suscitam, a quem aprecia a língua  e os seus matizes. Também podemos aproveitar para rir...

VOX POPULI           CORRESPONDÊNCIA CORRECTA

Catrapázios                 Cartapácios
Catrefa                        Caterva
Estreler                       Tresler
Atazanar                     Atezinar
Enviuzado                  Enviezado
Alpercatas                  Alpargatas

Sunday, September 21, 2014

Top 10 de livros

Quando a Irene Correia e a Isabel Baptista - minhas amigas da vida real e do facebook - me desafiaram para esta corrente do top 10 livros, nem elas nem eu sabiamos onde eu me estava a meter. Os livros não têm o mesmo efeito de pessoa para pessoa. E como estamos a falar de matéria curativa, comparemos livros com vitaminas – nuns casos resultam bem, noutros parece que não reagem e noutros ainda fazem o efeito contrário e mais valia ter só ficado a ver televisão.
E a talhe de foice: banda desenhada conta? É que foi por aí que comecei a ler
Na infância, deixaram marca:
Os Cinco, Os Sete, As Gemeas – Enid Blyton
Clarissa-Olhai os Lirios do Campo-Saga –
Na adolescência, ainda estou a fazer a digestão de:
Viagem ao mundo da droga – Charles Duchaussoi
O vermelho e o negro – Stendhal
L’Etranger - Albert Camus
Le silence de la mer – Vercors
Pride and Prejudice – Jane Austen
As damas de Missalonghi – Collen Mccullough
Os Maias – Eça de Queiroz, onde regresso sempre
Desde há 30 anos e se puder volto lá:
Todo o Mia Couto
E não podíamos fazer uma lista dos piores 10? Vou fazer:
Cospe,  que isso só te faz é mal - por ordem de chegada à minha vida:
Anita isto e Anita aquilo
As meninas do andar de cima – Odete Saint-Maurice
Nicolas Sparks
Paulo Coelho
Margarida Rebelo Pinto
...

Thursday, January 02, 2014

Borboletas na barriga

Borboletas na barriga é o que me traz o ano novo.
Sou pessoa organizada. Gosto de ter metas, objectivos, sonhos, rendas de bilros e por isso um ano novinho em folha puxa muito à criatividade e ao desassossego. Como um cetim sem vincos onde se pode alinhavar um plano. Pelo menos logo ao principio,  porque depois verificamos que um ano novo é a continuidade de um ano velho connosco lá dentro e então sim - voltamos a ter a tranquilidade necessária para continuar.
Ninguém vive com borboletas permanentemente a dar às asas, a dar às asas...
Foi uma passagem de ano encantadora:
Jantámos mal porque o meu senhor não se decidia onde é que queria ir jantar e eu não ajudava lá muito, porque,  tirando o sushi, onde se come bem em Lisboa é mesmo em minha casa.
Fomos ver o fogo de artificio à baixa e foi encantador: o abrunhoso a dizer frases feitas contra o sistema porque não sabe em vez de cantar. Eu digo: um artista deve servir-se dos seus instrumentos para passar a sua mensagem. O pintor pinta. O escultor esculpe. O escritor escreve. O cantor canta. O abrunhoso, diz que sim, diz que sim, mas afinal diz que não, diz que não. Encantador.
Entrámos em 2014 abraçados, à chuva, no meio da av. da liberdade. Não fazia frio. Só fazia água. Encantados.
Chegámos a casa às 2 da manhã e sentámo-nos no sofá para beber um cházinho quente. Quando acordámos já passava das 4. Encantadores.
VIVA 2014! VIVA TODOS OS HOMENS DE BOA VONTADE!